"Nós colhemos o que plantamos, se queremos um mundo melhor, precisamos ser pessoas melhores"

17 setembro 2010

Meus cachorros

Eu tive muitos cachorros ao longo da vida, o primeiro que me lembro era uma vira lata legitima, que tirava a minha roupa para chamar atenção, isso eu tinha uns dois anos, até que um dia eu criança fiquei brava e mordi a orelha dela, tadinha, meu pai levou ela para  o sítio pois ela era muito grande.
Depois eu tive o Ted, um setter irlandes, que sumiu de casa, chorei muito, ele era lindo.

Depois tivemos o Billy e a Petty poodles, lindos, o Billy era uma peste fazia xixi no meu quarto só para me chamar atenção. Ele teve de ser sacrificado com 11 anos, devido um cancer de figado que já não tinha mais cura
Com a petty aprendi uma lição muito importante: a não ter preconceitos, ela adotou 5 gatos, quando a mãe deles morreu, até leite ela dava, ela morreu com 12 anos de cancer de mama.
Tive ainda antes de casar a Lilica, uma maltes encontrada na rua, nunca tive uma cachorra tão linda e tão suave como ela. que morreu com cerca de 10 anos, por conta de ataques epiléticos, ela era tão metida que meu pai levou ela no veterinário em exames de rotina e mandou dar banho e deixá-la linda, quando ela chegou em casa teve um ataque muito forte e não resistiu, morreu cheirosa.
Em casa sempre tinhamos 4 ou 5 cachorros.
Quando o Billy morreu meu pai entrou em depressão e ganhou o Tom um lhasa apso safado (eu já estava casada), eu adoro esse cachorro, pois ele curou meu velhinho.
Quando a Lilica morreu, minha mãe ficou muito mal e meu pai deu á ela a Luna outra Lhasa, linda tbm.
Quando meus pais se separam há 2 anos meu pai entrou novamente em depressão, pois minha mãe levou os cachorros com ela, mas hoje eles estão com meu pai novamente, pois eles estavam ficando doentes de saudade do velhinho.
Nunca na vida fiquei sem cachorros, quando casei o André dizia que odiava cachorros e que nunca teria, mas eu sabia que isso eram palavras ditas da boca pra fora.
Com 6 meses de casada meu pai encontrou o Troy (salsicha), na rua e me levou, o André ficou uma semana sem falar comigo, hoje o Troy gosta mais dele que de mim, é um fofo, crianção.

Depois arrumamos uma namorada para o Troy a Nagay, que fugiu de casa.
O Troy estava muito sozinho e arrumamos a Cheetara, filha de uma pit bull que era criador nojento, pois o canil foi invadido por um vira lata e quando a ninhada nasceu ele simplesmente jogou os filhotes no mato, como se não fossem nada, como se não tivessem vida, eu e minha mãe arrumamos donos para todos os filhotes, menos para a Cheetara (minha gorda), que foi para casa, e morreu novinha com 3 anos, chorei muito, como ela era muito grande (pesava 38 kg), quando ela estava doente e não reconhecia ninguém nenhum veterinário queria ir busca-la em casa. Acredito que eu já estava grávida da Ana Sophia, quando isso aconteceu, não tive dúvidas, amarrei ela e a levei no veterinário, mesmo correndo o risco dela me morder, mas não podia ver minha pequena morrer no meu quintal sem assistência.

Foi a experiência mais triste que eu tive com cachorros, ela ficou internada por mais de 5 dias, quando o veterinario me disse que o ideal era sacrifica la pois ela não comeria mais e teria ataques várias vezes ao dia e que precisava de cuidados por 24 horas ao dia e que ela sentiria muitas dores e iria morrer de fome, não tive dúvidas pedi que o sofrimento dela acabasse naquele momento, ela chorava de dor.... um horror. Ela sempre teve as vacinas em dia, era saudável, até hoje não entendo o que aconteceu.
Hoje só tenho o Troy, que está morrendo de ciumes da Ana Sophia, mas acho que serão grandes amigos, quero que a minha filha aprenda assim como eu aprendi que ter um cachorro é ter um amigo fiel.
Eles são tudo de bom, são especiais, são leais, e fazem festa mesmo se você não quiser papo com eles.
Durante minha vida aprendi muitas coisas com meus cachorros, aprendi a amar, a perdoar, a ser compreensíva, a ser leal, além de saber como é ser amado sem dar nada em troca.

Um comentário:

enlouqueço ainda mais com comentários.....