"Nós colhemos o que plantamos, se queremos um mundo melhor, precisamos ser pessoas melhores"

10 junho 2011

Febre infantil

Febre infantil não é doença

Os pais andam exagerando na dose de antitérmicos oferecida à criançada, alertam os pediatras. Afinal, em quais casos é necessário lançar mão das gotinhas?

por LÚCIA NASCIMENTO I ilustrações MARIANA COAN

Imagine chamar a polícia toda vez que o alarme do carro dispara antes mesmo de verificar se alguém tentou roubá-lo ou se foi apenas uma pedra que caiu na carroceria e disparou o sinal. Seria um caos, não? Mas é exatamente isso que os adultos fazem quando os pequenos têm febre — e nem se dão conta. Basta o termômetro indicar mais de 37 °C que começa a correria para encontrar um remédio antes mesmo de averiguar o estado de saúde da criança. A questão é: o uso de medicamento, nessas horas, pode ter consequências negativas.

Tanto é que a mais importante revista científica de pediatria do mundo, a americana Pediatrics, lançou um alerta recente sobre o uso indiscriminado de antitérmicos. No artigo, assinado por especialistas da Academia Americana de Pediatria, os médicos recomendam que não se recorra a esse tipo de remédio com o objetivo exclusivo de reduzir a temperatura corporal de meninos e meninas. "Só que, infelizmente, muitos pais têm um medo exagerado e irracional da febre", lamenta o pediatra Jayme Murahovschi, da Academia Brasileira de Pediatria. É aí que mora o perigo.

Isso porque a automedicação é sempre arriscada. "Os antitérmicos não atuam sobre a doença que desencadeou a subida da temperatura, só diminuem a febre", lembra a infectologista e pediatra Cristina Rodrigues da Cruz, professora da Universidade Federal do Paraná. "A preocupação, quando há febre, deve ser com o diagnóstico do que a causou, feito por um pediatra." Além disso, o calor corporal — desde que não passe de um limite tolerável — até costuma dar uma mão para exterminar o que por ventura está por trás de toda a encrenca.

"A febre de até 38,6 °C otimiza o sistema imunológico", confirma a pediatra Joelma Gonçalves Martin, professora da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Botucatu, no interior do estado. "Ou seja, ficar um pouco mais quente do que o normal ajuda a criança a se defender, porque a produção de anticorpos protetores aumenta, recrutam-se algumas células de defesa de maneira mais rápida e inibe-se a multiplicação de diversos micro-organismos", explica.
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6 comentários:

  1. oi é verdade,as vezes as crianças estão cheias de roupas e claro ficam mais quente,se o termotro marca mais de 36,6 ja se desesperam,criança rn com 37 graus sim tem que se preocupar,mas depois de 1 mes nao precisa diz a dr Ana no bem estar programa da rede globo deixo o link..beijinhos http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2011/02/pediatra-ensina-o-que-fazer-em-caso-de-febre-em-criancas.html

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  2. muito bom! ontem mesmo eu dei antitermico para ele com 36,9! Nota zero pra mamae aqui! Mas foi medo de reação da vacina!

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  3. Pois é amiga quando si trata de febre,fico logo assustada e dou logo anti-termico,pq minha filha mais velha quando era bb teve uma convulsão febril e vc sabe né gato escaldado tem medo de agua fria bjs amei a postagem,sua filha tá linda!

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  4. Olá, vim retribuir o carinhoi das visitas e me tonei seguidora, grande beijo

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  5. Oi Vanessa!
    Adorei seu blog. Que coisa mais linda é essa princesinha?!?!?!?!
    Estou aqui monitorando a febre de meu pequeno. Está com 37.9º e tomei algumas medidas para baixar, como banho, mas se não baixar e chegar a 38 darei um anti térmico..
    Valeu pelo post.
    bjos

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enlouqueço ainda mais com comentários.....